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O nosso quadro "Sou cientista e essa é a minha pesquisa" tem como intuito divulgar as pesquisas científicas desenvolvidas por mulheres, além de promover a visibilidade dessas mulheres e de suas pesquisas.

Neste quadro produzimos notícias a partir de teses, dissertações e trabalhos publicados e enviados por vocês! Essas notícias são publicadas aqui em nosso site e em outros meios de comunicação.

Curtiu? Entra em contato com a gente no e-mail ecologianamidia@gmail.com 📧

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Atualizado: 19 de out. de 2025

A luta dos povos originários do Brasil não cessa entre os anos e aflora a necessidade de uma olhar mais direcionado dos órgãos governamentais para com eles.


Ecóloga Eleonore Setz

Preparado por Tatiana Nepomuceno - Jornalista do Projeto Mulheres na Ecologia

Revisada por Elvira D'Bastiani - Ecóloga do Projeto Mulheres na Ecologia


Fotos: Acervo pessoal Eleonore Setz.


Parece que foi ontem, mas já se passaram 43 anos desde a primeira vez que a pesquisadora Eleonore Setz, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), adentrou as matas do Vale do Guaporé e os campos verdejantes do Cerrado Mato-Grossense em busca das aldeias Alantesu e Juína (Nambiquara), respectivamente. O objetivo era se conectar com os costumes destes povos, entender seus hábitos alimentares e suas relações com o ambiente na obtenção da sua comida, o encontro surgiu de insights inusitados “Nós, urbanóides, vivemos uma vida surreal, não temos muita ideia de onde vem a nossa comida, a ponto das crianças acharem que o leite vem da caixinha. Por isso desperdiçamos, não relacionamos a comida com o nosso trabalho, com o uso do ambiente para sua produção”, aponta Setz.


Com os índios é diferente, eles possuem uma co-responsabilidade natural com a terra e com o que ela provém de alimento para eles. Há uma certa simbiose onde a mãe natureza cuida das tribos indígenas e os índios cuidam da mãe natureza “Por isto era importante compreender este mecanismo e trazer a tona a vida tradicional, de forma científica, a fim de elucidar e esclarecer algumas questões sobre nossa dependência do ambiente e os perigos da sociedade de consumo”, relembra Setz.


Imbuída desta inquietude, a pesquisadora arrumou sua mochila e equipamentos de trabalho e adentrou por meses na rotina dos povos Alantesu (Floresta) e Juína (Cerrado), a fim de descobrir sobre o modo de vida destas duas aldeias indígenas e sua relação com a comida. “Aprendi sobre os sistemas interligados de Odum na aula de Ecologia (onde os organismos vivos e o seu ambiente não vivo interagem entre si) e pensei: na cidade comemos itens produzidos em outros estados ou países, fica difícil delimitar o sistema. Quem sabe na vida rural? Mas, também eles usam insumos agrícolas que vêm de outras regiões. Por outro lado, uma aldeia indígena, mesmo que tenha algum insumo externo, daria para avaliar”, relembra. “E se eu pudesse comparar uma aldeia na floresta com solos

ricos e férteis; com outra da mesma cultura, no Cerrado, onde os solos são pobres em nutrientes e pouco férteis?”, recorda.


E foi justamente o que a pesquisadora fez. O estudo utilizou a teoria do forrageio ótimo para fazer estas comparações e o resultado foi que a aldeia Juína do Cerrado gastou três vezes mais tempo nas atividades de subsistência e quatro vezes mais área, ainda que usando esta área de um modo mais eficiente (acampando pelo caminho, atingindo regiões mais distantes nestas caçadas), quando comparado com a aldeia Alantesu, localizada na floresta, no Vale do Guaporé. “A pesquisa mostrou que a vida era mais difícil no Cerrado, incluindo o rio Juína que possuía águas claras e dificultava a pesca”, complementa. Tais apontamentos inferem que em solos poucos férteis, os alimentos são menos abundantes e a vida é mais difícil. Portanto, o tempo e o espaço que os índios usam para obter sua comida será muito maior. Por isso, o trabalho de órgãos de proteção aos indígenas, como a Fundação Nacional do Índio (Funai), é essencial para sua preservação. É preciso um olhar crítico e diferenciado frente a diversidade de povos originários do Brasil, pois cada tribo possui uma particularidade ímpar. A aldeia Juína (Cerrado), por exemplo, tem na caça e coleta sua principal fonte de sobrevivência, logo a área destinada a esta tribo deve ser enorme “Infelizmente hoje, o Google Earth mostra que a área de caça mapeada da aldeia Juína (Cerrado Mato-Grossense) se transformou em plantação de soja, e existe inclusive uma cidade onde era um dos acampamentos de caça”, conta Setz.


Ademais, de acordo com a pesquisadora, as aldeias se mudam de dez em dez anos e assim a área antiga utilizada descansa. Somente depois de descansar uns 50 anos é que pode prover subsistência novamente, tanto de plantio como de caça e por isto a área de proteção precisa ser extensa. “As pessoas não entendem, ou melhor, não querem pensar nisso, mas se a reserva for muito pequena não haverá área para a terra descansar e o uso ininterrupto vai degradar o ambiente. A preservação do ambiente pelos índios se dá na medida em que há áreas de descanso da terra, bolsões onde os animais não sejam caçados para funcionar como "reserva" de caça futura! Por isso as reservas devem ser grandes para dar conta destes bolsões, destas áreas de descanso. No Cerrado, as áreas precisam ser ainda maiores do que as da floresta fértil e a densidade humana precisa ser baixa, senão todos os recursos serão esgotados”, explica a pesquisadora.


Por que proteger os indígenas é proteger a biodiversidade?


O fato é que a cada dia que passa nosso meio ambiente grita por socorro, nossas águas estão ficando cada vez mais insalubres e escassas, nossos solos inférteis e caminhamos para um desastre ambiental. Se as autoridades governamentais não se conscientizarem sobre os impactos das ações antrópicas no meio ambiente e dos infortúnios do aquecimento global para o planeta, estaremos caminhando rumo ao fim. “Hoje, os produtores estão “gastando” a fertilidade do ambiente, adubando e poluindo as águas, tirando a floresta que nos dá a chuva e enche os aquíferos, enfim gastando o patrimônio do Brasil e privatizando estes recursos”, aponta.

Entretanto, há formas de evitar o colapso. Uma delas é a preservação das áreas indígenas e de seus povos. De acordo com relatório emitido pela Organização das Nações Unidas (ONU) a proteção indígena ajuda a resguardar a biodiversidade. É que, de acordo com o documento, a destruição da natureza é mais lenta nas terras onde vivem os povos indígenas do que no resto do planeta. Hoje, estima-se que a população indígena brasileira seja de 1,3 milhão. O Censo Demográfico 2010 revelou que 817 mil pessoas se autodeclararam indígenas e que o crescimento no período (2000/2010), 84 mil indígenas, representou 11,4%. Percentual inexpressivo, quando comparado com o período anterior (1991/2000) com crescimento de aproximadamente 150%. Ocorre que, entre incêndios e desmatamento crescente nas matas, lutas pela demarcação de terras em um país cujo Estado negligencia a causa e a crescente expansão da agricultura e urbanização desenfreada fica difícil se manter de pé, quiçá aumentar a população indígena e seu território.

Neste contexto, o apoio do Estado é fundamental: "Por meio da minha pesquisa, a Funai descobriu, por exemplo, que a aldeia Juína (Cerrado) caçava fora da reserva. Em vez de trocar a área com um vizinho, desviou a atenção dos índios para ir pescar mais ao norte. Ou seja, usaram meus dados contra eles. Isto me deixou desolada. Depois parece que acabaram trocando, mas não para ajudar na caça, mas para ligar esta reserva a outra, de forma que os índios não precisassem sair da reserva para visitar os outros Nambiquara.”, finaliza. Procurada para comentar sobre o fato relatado, a Funai não se posicionou até o fechamento desta edição.


CONTATO DA PESQUISADORA:


Nome completo: Eleonore Zulnara Freire Setz

Titulação: dissertação de mestrado desenvolvida na Universidade Estadual de

Campinas – Programa de Pós-graduação em Ecologia

Título do projeto: Ecologia alimentar em um grupo indígena, comparação entre

aldeias Nambiquara de floresta e de cerrado

Fotos: Acervo pessoal Eleonore Setz

Endereço do instagram para marcação: @ lama_unicamp

Atualizado: 19 de out. de 2025

Estudo desenvolvido por Jessica Kloh aponta que eles adoram pólen e podem fazer uma verdadeira dança para consegui-los!


Ecóloga: Jessica Kloh

Preparado por Tuany Alves - Jornalista do Projeto Mulheres na Ecologia

Revisado por Elvira D'Bastiani - Ecóloga do Projeto Mulheres na Ecologia


Foto: Jéssica Kloh.


Cabeçudos e com rabinhos, os girinos são realmente organismos fantásticos! Eles representam a fase larval aquática da maioria dos anfíbios anuros, como sapos e rãs. Diferente dos adultos, os girinos possuem uma grande diversidade de formas, cores e comportamentos, seus lares são poças temporárias, lagoas e riachos, porém, até mesmo uma fonte artificial de uma casa, pode abrigar esses animais.


No Brasil, eles são companheiros bastante conhecidos, uma vez que temos em nossas águas o maior número de espécies registradas de anuros do mundo. Para se ter uma ideia, são cerca de 988 espécies identificadas. Apesar de toda essa diversidade de girinos, ainda temos muito o que descobrir sobre suas histórias. Por exemplo, você sabe o que os girinos comem?

Para entender esse processo, a pesquisadora do Programa de Pós-graduação em Ecologia, Conservação e Manejo da Vida Silvestre da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Jéssica Kloh foi trabalhar na Serra do Cipó – Parque Nacional localizado em Santana do Riacho, no interior de Minas Gerais, com uma abundância de riquezas naturais. Seu objetivo era conectar o que esses organismos comem com o formato do seu corpo e comportamento. A pesquisadora queria saber o que os girinos dessa área comem e se o formato ‘diferentão’ do seu corpo o ajudava de alguma forma a conseguir o alimento.


A partir das análises, Jéssica descobriu que os girinos, desta região, adoram pólen e para consegui-lo fazem uma verdadeira dança para pegá-lo nas superfícies das águas. “Por isso o nome do meu projeto é ‘Tadpoles Dance – Estratégias alimentares em Girinos’, onde Tadpoles, significa girinos, e dance, é uma alusão ao comportamento deles para capturar o pólen”, conta Jéssica.


Esqueça o príncipe, eu amo os sapos!


Desde criança, Jéssica é apaixonada pela natureza, principalmente pelos animais que, normalmente, as pessoas não são fãs, como morcegos e sapos. “Gostava de observar insetos e pássaros, algo não tão comum para uma criança dos anos 90, principalmente uma menina”, lembra Jéssica.


Assim, o caminho para a Bióloga foi natural para a pesquisadora. Já o interesse em trabalhar com os girinos, surgiu no início da graduação em 2010, quando ela teve contato com a disciplina de Zoologia e começou a conhecer mais sobre o grupo dos Anfíbios. “Fui em busca de uma oportunidade de estágio no Laboratório de Ecologia Evolutiva de Anfíbios e Répteis (LEEAR) da PUC Minas, coordenado pela professora Paula Eterovick, citada como uma das pesquisadoras mais importantes do mundo pela revista Plos Biology”, conta a pesquisadora.


O flerte científico deu match e Eterovick passou a orientar a pesquisadora. “Comecei a acompanhar seus alunos em trabalhos de campo na região da Serra do Cipó, e nessas saídas encontrava muitos girinos. Os observava por um tempo e ficava intrigada com o comportamento que eles tinham de raspar as superfícies na busca por alimento”.


Curiosa, Kloh buscou na literatura mais informações sobre o que e como os girinos se alimentam, porém não encontrou nenhum estudo que respondesse a sua dúvida. “Assim, resolvi propor a professora Eterovick, ainda na graduação, um projeto sobre a dieta de girinos e ela prontamente me incentivou a realizá-lo. Desde então tenho me aprofundado no tema em dissertações de mestrado e, agora, no meu doutorado”, conta a pesquisadora.


Porém, nem tudo são flores no estudo dos girinos. Segundo, Jéssica obter as informações não é nada fácil e exige muita paciência, já que as observações em campo e

laboratório podem demorar horas. “Além disso, são organismos muito pequenos e frágeis, por isso quando precisamos analisar, por exemplo a sua dieta, é preciso muito cuidado para extrair as informações”, relata a pesquisadora.


Engenheiros da água doce


Mas qual a importância desses organismos para o meio ambiente? Segundo Kloh, o girino é muito importante no ambiente aquático, podendo ser chamado de “Engenheiro dos

ecossistemas aquáticos de água doce”, uma vez que sua presença gera uma série de estruturas importantes para a manutenção de um ambiente saudável. “São importantes para a ciclagem de nutrientes, transferência de energia do ambiente aquático para o terrestre, tem impacto na produção primária das algas e principalmente participam das cadeias tróficas locais”, explica a pesquisadora.

Nesse sentido, é de extrema importância estudar essas espécies na Serra do Cipó, uma vez que o turismo descontrolado, nas regiões de cachoeiras e riachos, afeta a reprodução dos anfíbios e consequentemente o estabelecimento dos girinos nesses ambientes. “Seja pela grande presença de pessoas nos locais ou pela contaminação dos corpos d’água com produtos cosméticos ou resíduos deixados no local pelas pessoas”, alerta.


Tudo isso afeta diretamente a taxa de sobrevivência dos girinos nesses ambientes, podendo gerar perdas irreparáveis, principalmente de espécies raras e endêmicas. “Estudos como o que desenvolvemos são importantíssimos para que possamos conhecer melhor a história natural das espécies e com isso realizar planos de manejos eficientes para sua conservação”, pontua a cientista.



CONTATO DA PESQUISADORA:


Nome completo: Jéssica Kloh

Instituição de ensino: Programa de Pós-graduação em Ecologia, Conservação e Manejo da

Vida Silvestre da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

Título do projeto: “Tadpole dance – The gymnastic of Ololygon machadoi larvae to feed

on pollen

Instagram: @jessicakloh

Crédito das fotos: Jéssica Kloh

Atualizado: 19 de out. de 2025

Do encontro inusitado em MG até o casamento no laboratório da USP, em SP: a história

entre a cientista e seu louva-a-deus, com direito a lua de mel nos EUA


Ecóloga: Drielly Queiroga

Preparado por Tatiana Nepomuceno - Jornalista do Projeto Mulheres na Ecologia

Revisado por Elvira D'Bastiani - Ecóloga do Projeto Mulheres na Ecologia


Foto: Drielly Queiroga.


“Eu nunca tinha visto um louva-a-deus vivo até, um dia, entrar um por acaso na cozinha da minha casa, em Minas Gerais. Foi amor à primeira vista”, conta a pesquisadora Drielly Queiroga, da Universidade de São Paulo (USP). Passaram-se anos desde o flerte em solo mineiro e a paixão entre a cientista e o louva-a-deus continuava avassaladora. Seus pensamentos não desviavam nem por um segundo daquele ser multifacetado, cheio de cores e comportamento peculiar: Acontista brevipennis (ou Metaphotina brevipennis), eleito, posteriormente, para subir ao altar científico e com direito a lua de mel nos Estados Unidos da América (EUA).


Assim, como toda história de amor passa por desafios, com esta não foi diferente “Quando estava me preparando para entrar no doutorado, esta espécie foi a primeira coisa que me passou pela mente. Porém, meu orientador, o professor Kleber Del Claro, ficou um pouco receoso. Ninguém trabalhava com estes bichos e seria muito difícil achar quem pudesse nos ajudar. Ele me pediu para pensar mais, me sugeriu libélulas, mas depois de um tempo eu voltei e disse que meu coração estava apontando este caminho e ele prontamente me apoiou neste projeto”, relembra. E não deu outra, a pesquisa da doutoranda do Programa de Pós-graduação em Entomologia da Universidade de São Paulo (USP), intitulada A diversidade de história natural dos louva-a-deus do Cerrado, decolou e foi rumo à University of Cincinnati Ohio, nos EUA. De acordo com a cientista, que embarcou em setembro deste ano, a expectativa é aprender técnicas de mensuração de luz do ambiente e coloração animal para aplicar no seu trabalho “Além disso, quero ser uma ponte entre meu país e EUA, a fim de fomentar mais parcerias internacionais que sejam benéficas para ambos”, esclarece.


Todo este empenho se deve ao fato de que estudos envolvendo louva-a-deus são incipientes no mundo. Necessitando de esforços conjuntos dos cientistas para aprimorar os desdobramentos científicos necessários à compreensão acerca da estratégia de sobrevivência destas espécies “Meu foco é a região do Cerrado brasileiro e este ambiente apresenta duas estações bem distintas: uma parte do ano está completamente verde e vibrante e na outra completamente marrom e pálida. Foi a partir disto que surgiu a ideia de ver se esta variedade de cores, de alguma forma, ajudava os louva-a-deus a se esconderem melhor a depender da estação do ano”, explica.

Para isto, a pesquisadora irá utilizar um equipamento para quantificar a cor de cada louva-a-deus capturado e realizar algumas análises que vão comparar a cor encontrada com as características do ambiente no momento em que foi coletado aquele indivíduo, como: a temperatura, umidade e horas de exposição à luz. “Juntando o que a gente sabe da cor deles e estes dados do ambiente externo, será possível entender se existe uma cor que é mais comum em cada época do ano e que tipo de característica o louva-a-deus utiliza para adaptar sua cor”, explica.

Estratégia de sobrevivência


Caso seja comprovado que o louva-a-deus faz adequação da sua cor à cor do ambiente, as mudanças climáticas podem afetar sua estratégia de camuflagem e, consequentemente, sua sobrevivência. Já que eles serão vistos com mais facilidade por suas presas (não conseguindo se alimentar) ou poderão ser capturados mais facilmente por seus predadores. “Por serem caçadores agressivos e vorazes, é mais que esperado que a perda deles afete o equilíbrio das espécies no ambiente em cadeia, embora seja difícil dizer exatamente de que forma”, esclarece.

E tem mais, além das consequências ambientais citadas, com a alteração no número de louva-a-deus estaríamos perdendo grandes aliados tecnológicos. É que por serem os únicos insetos com visão tridimensional, eles têm sido modelos para diversas pesquisas na área da robótica. Já tem até louva-a-deus desfilando com óculos 3D por aí. “Tenho esperanças que entendendo os mecanismos responsáveis pela camuflagem do louva-a-deus e como ela ocorre, os cientistas consigam prever os impactos de intervenções que alterem o ambiente e como elas colocam em perigo diversas espécies ao ameaçar as estratégias utilizadas para a sua sobrevivência. Afinal, a falta de estudos básicos sobre a nossa biodiversidade faz com que nós possamos estar perdendo funções importantíssimas e inesperadas. Perdendo espécies que regulam o clima, que produzem compostos para a cura de doenças graves ou que auxiliam o desenvolvimento de novas tecnologias (como o louva-a-deus). Não é raro vermos trabalhos como o do veneno da Jararacuçu e a inibição da Covid in-vitro. Precisamos corrigir essas lacunas”, finaliza.


CONTATO DA PESQUISADORA:


Nome completo: Drielly Queiroga

Instituição de ensino: Programa de Pós-graduação em Entomologia da Universidade de São Paulo (USP)

Título do projeto: Diversidade de história natural dos louva-a-deus do Cerrado

Instagram: @drielly.q

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